ESTRUTURALISMO AMERICANO: O estruturalismo americano é de base behaviorista. Apesar de "beber da fonte" do Estruturalismo europeu, é diferente devido ao investimento de pesquisadores sobre as línguas indígenas, ou seja, se trata de um projeto político, para descreverem estas línguas e tornar possível a comunicação com esses povos. Praticamente, é independente do Estruturalismo europeu. E se tratando do behaviorismo, significa que se constitui externamente, baseando-se ( as estruturas da junção entre o sintagma nominal e o sintagma verbal, que resultam no enunciado.
Os estruturalistas norte-americanos, como já dito, baseavam-se em uma epistemologia psicológica behaviorista e defendiam que para descrever uma língua, era pelo método de observação. Primeiro, levanta-se um conjunto de dados e com eles, fazer uma descrição em diferentes níveis (fonético, fonológico, morfológico...). Com estas descrições e a partir de análises, formariam generalizações da língua. Enquanto o Estruturalismo americano propunha uma observação empírica da língua, o método do estruturalismo europeu era dedutivo, com formulação de hipóteses. Os princípios também se diferem entre esses dois estruturalismos. Para o Estruturalismo norte-americano, os princípios são:
- Princípio da Substância: Necessidade de uma substância empírica, isto é, de dados para se fazer uma descrição. - Princípio do Indivíduo:Parte de um dado linguístico para formular generalizações, que partirão de unidades.
Ambos homogenizam e seus objetos são estáveis, por isso, não ultrapassam a frase. Para uma melhor compreensão da diferença entre estes dois tipos de Estruturalismo, segue um esquema. Lembrando que tanto um, quanto o outro, se preocupam com a significação:
Pessoal, por hoje é só. Na próxima postagem irei falar um pouco mais sobre o estruturalismo norte-americano, posteriormente sobre o Gerativismo e ainda tem uma novidade totalmente brasileira! Até mais.