sábado, 29 de novembro de 2014

Dissertação!

         Olá pessoal, espero que estejam bem. Como eu postei questões sobre o texto "O empreendimento Gerativo", julguei interessante compartilhar com vocês uma dissertação que fiz sobre este trecho do texto:
                “A história da GG conhece três grandes estratégias na delimitação do conhecimento sobre a língua presente na mente/cérebro dos falantes.”

        Segundo a afirmação contida no livro de José Borges Neto, “a história da gramática gerativa conhece três grandes estratégias na delimitação do conhecimento sobre a língua presente na mente/cérebro dos falantes”. Nesta obra, o autor pretende mostrar os três principais tipos de pensamento gerativista.
        A primeira estratégia do gerativismo, é aquela explicitada na obra LSLT (Logical Scructure Of Linguistic Theory) e na SS (“Syntactic structures”). Em “The Logical Scructure Of Linguistic Theory”, é explicitado os fundamentos desta nova teoria linguística. Em “Syntactic structures”. N. Chomsky propunha algo bem diferente do que era proposto pelos estruturalistas, isto é a a capacidade que falar, que nasce com o falante, por isso, a linguagem por Chomsky é pensada como algo biológico, não social (como os estruturalistas).
        Em 1960, com a publicação do livro “Aspects of the theory of syntax”, surge, para implementar esta nova corrente e como segunda estratégia da gramática gerativa, a noção de “teoria padrão”. Em 1960, quando algumas questões que inicialmente não estavam concretizadas, em meados desta década, essas passaram a ser melhor esclarecidas. Surge então, para melhor explicitar e concretizar a teoria, a ideia inatismo, que passou a ser a hipótese de trabalho, com a consequência da psicologização. Surge também, a noção de estrutura profunda e o léxico, anteriormente deixado um pouco às margens, passa a ser relevante, e como consequência desta relevância, há maior preocupação com a ordem da semântica. Neste momento em que a teoria encontra-se de forma mais concisa, Chomsky passa a receber também as primeiras críticas. Ainda sobre, a teoria-padrão a forma da gramática proposta por ela, encontra-se organizada em três componentes maiores, um componente sintático (que é gerativo) sendo o único que constrói representações, e os dois restantes, constroem interpretações. Assim, há como um componente sintático à base subseqüente pelo componente categorial (isto é, pelo léxico, e pelo componente transformacional). Em respostas a algumas críticas que recebeu, Chomsky afirmou que o componente sintático especifica um conjunto infinito de objetos formais abstratos e cada um deles incorpora as informações de relevância para gerar assim, interpretação única de frase particulares da língua.
        Na terceira e última fase, a das regras aos princípios, dá- se aqui os princípios e os parâmetros. Nessa fase os seguidores do pensamento de Chomsky tentaram restringir o poder descritivo da gramática para aumentar o poder explicativo sobre ela. Nesta fase também, há uma tensão entre adequação descritiva e explicativa. A teoria, por sua vez, seria explicativamente adequada quando ela reproduzisse o comportamento de uma criança que adquire a linguagem. Para adquirir a adequação descritiva e construir gramáticas para todas as línguas naturais, os mecanismos teóricos disponíveis devem ser suficientemente ricos e diversos para que pudessem sustentar teoricamente todas as riquezas e diversidades que línguas naturais possuem.
         Apesar das críticas que esta corrente recebeu ao longo de sua trajetória, nota-se o progresso da mesma. Mais importante do que julgá-la correta ou não, é importante considerar este ponto de vista sobre um mesmo objeto: a linguagem. Um ponto de vista, que, entre as correntes filosóficas que abrange a linguística, é a única que a enxerga pela ciência biológica e como tantas outras teorias, felizmente pôde ser contestada, para que assim, pudesse criar outras. Desta maneira, nota-se sua importante atuação na construção das ciências humanas, em particular, a linguística (expressão de opinião própria).

É isso. Abraços e até mais! :)

O "Empreendimento Gerativo" de José Borges Neto (Questões)

        Olá, pessoal, espero que estejam todos bem!
        O professor formulou algumas questões sobre o texto "Empreendimento Gerativo" de José Borges Neto. Como o gerativismo será a próxima corrente filosófica a ser analisada, achei pertinente e relevante que estas questões sejam compartilhada antes da postagem. Já que estamos falando em epistemologia, o que faz do gerativismo ser considerada uma corrente filosófica da linguística? Quais foram os processos? Enfim, deixo essas questões aqui.
Abraços ;)

1.Por qual razão pode-se considerar o gerativismo enquanto um programa de investigação científica? R:         O gerativismo pode ser considerado um programa de investigação científica, porque trata-se de um programa extremamente coerente, tendo início em meados do século XX, tornando –se já nos primeiros anos de existência um modo de entender da linguagem humana, que é vista através ciência biológica e não social, como assim os faziam. Desta forma, apesar de toda fundamentação teórica que a consiste, além de ser uma teoria aprovada (o que é uma das razões para ser possível considera-la ciência), o gerativismo, também pode ser contestado.

2.Qual é o núcleo teórico e a heurística do programa de investigação científica de Noam Chomsky no tocante ao gerativismo?
R:        O núcleo teórico da criação do programa cientifico de N. Chomsky segue a metodologia do filósofo húngaro Irme Lakatos, metodologia na qual abrange a ciência da história de um modo geral. No caso do gerativismo, segue suas noções de proliferação e de tenacidade. O núcleo de um Programa de investigação cientifica (PIC), é um conjunto de proposições, que por uma decisão metodológica, são dadas em um primeiro momento como não-testáveis, pois até aí, relevam um ponto de vista que irá direcionar qual será a abordagem do objeto é qual a definição deste objeto de estudos segundo esta perspectiva.
        A heurística de um PIC é um conjunto de regras metodológicas que ditará as direções que devem ser seguidas para que se dê explicações’ científicas, fazendo com que este novo ponto de vista, esta nova teoria, se torne de fato, uma teoria científica. A heurística, portanto, é considerada uma política de desenvolvimentos de programas científicos, uma seleção e ordenação de problemas e de um plano que conduz a sofisticação progressiva dos modelos explicativos destas teorias. Esses planos, por sua vez, possuem em sua constituição, modelos simuladores da realidade, sendo profundos, complexos e muito abrangentes, até porque, a ciência por si própria é complexa. Recorrendo ao núcleo teórico e a heurística para analisar a teoria de N. Chomsky, isto é, do gerativismo, observa-se que os comportamentos linguísticos enunciados (os efetivos) são pelo menos em partes, determinados por estados da mente/cérebro. E a natureza dos estados destes, possuem suas responsabilidades no comportamento linguístico, que podem ser captadas por sistemas computacionais que formarão e modificarão as representações feitas através do uso da linguagem formal.

3. Quais foram às mudanças em termos de heurística criativa pelas quais passou o empreendimento gerativismo?
R:         As mudanças em termos de heurística criativa pelas quais passou o empreendimento gerativo, primeiramente, passou pela proposta da gramática gerativista através das obras Logical Scructure Of Linguistic Theory e a Syntactic structures”. Posteriormente, a gramática gerativista nos anos de 1960, implementou-se com a teoria padrão, contendo as regras dos princípios (princípios e parâmetros) além do programa minimalista.

4. Fale de maneira breve, fale sobre cada uma das fases pelas quais o programa de investigação cientifica gerativista passou ao longo de sua história.
R:         As fases em que o programa gerativista passou ao longo de sua história, iniciou-se, primeiramente, em 1957 com a publicação dp livro “Syntactic structures – SS Chomsky” em 1957 e em 1955, quando Chomsky terminou de redigir “The Logical Scructure Of Linguistic Theory”, relevando os fundamentos de sua teoria, isto é, de uma nova linguística por ele formulada. A teoria do primeiro período da gramática gerativa (GG) era conhecida como teoria de “Syntactic structures”. Nela, N. Chomsky propunha a existência de algo anterior e interno da língua propriamente dita, e que os estruturalistas não propunham, ou seja, a capacidade que um falante de uma certa língua possui de produzir enunciados da forma como a língua propõe.
        A segunda fase da GG acontece em 1960 com a chamada “teoria padrão”, contida na obra publicada produzida por Chomsky em 1965, a “Aspects of The Theory of Syntax”. Nela, são alteradas significativamente o modelo descritivo além de estar melhor explicitado uma série de postulados que anteriormente (na teoria anterior), eram mostrados forma obscura. Nesse período, também, surge como questão, o inatismo, tornando-o a hipótese de trabalho desta correndo filosófica com a consequente psicologização forte da gramática. A gramática, de acordo com, está organizada em três componentes maiores, um componente sintático (que é gerativo), sendo o único que constrói representações, e os dois restantes, por sua vez, são interpretativos.
         A terceira e última fase da gramática gerativista, é a fase que as regras dá lugar aos princípios, abrangendo os princípios e os parâmetros. Nessa fase, pelos seguidores da teoria de Chomsky, houve a tentativa da restrição do poder descritivo da gramática para aumentar assim, o poder explicativo desta gramática gerativa. Nesse período, há uma certa tensão entre adequação descritiva e explicativa, a teoria, então, seria explicativamente adequada ao se reproduzir o comportamento de uma criança que adquire a linguagem. E para adquirir a adequação descritiva e construir gramáticas para todas as línguas naturais, os mecanismos teóricos disponíveis precisam ser suficientemente ricos além de diversos, para que pudessem sustentar teoricamente todas as riquezas e diversidades que línguas naturais possuem.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Vamos Refletir Sobre Variedade Linguística e Norma Culta ?!





        Olá pessoal, como estão?
        Achei esse vídeo muito interessante e gostaria de compartilhá-lo com vocês para nos levar a certas reflexões. Uma norma culpa é importante para que a comunicação seja padrão com um tipo de língua teoricamente conhecida por todos, isto é, funcionando como uma língua franca. No entanto, é comum vermos preconceitos linguísticos e maneiras de línguas sendo ridicularizadas, enquanto outras são "elevadas". Sabemos que no Brasil, por exemplo, há inúmeras variedades linguísticas, uma delas e bem evidente, é a variação da língua que ocorre com cada Estado. Porém, a discriminação é muito grande. Por que há todo essa preconceito? De que maneira se pode classificar o certo e o errado na língua? O contexto interfere nesse juízo de valor?
        Minha proposta hoje, é levá-los à uma reflexão.
        Abraços! ;)





Resenha do Texto: “O Estruturalismo Linguístico: alguns caminhos” de Rodolfo Ilari

        Olá!

        A um tempo atrás, meu professor, Roberto Baronas, pediu para que nós fizéssemos uma resenha sobre o texto “O Estruturalismo Linguístico: alguns caminhos”, de Rodolfo Ilari. Como nele expresso minha opinião, achei pertinente compartilhá-los com vocês. Espero que gostem! Ele está sem sintetizado, pois o número de linhas foi limitado pelo professor! Mas de qualquer forma, aqui vai a resenha:

Resenha do Texto: “O Estruturalismo Linguístico: alguns caminhos” de Rodolfo Ilari

        O início do Estruturalismo, coincidiu com o reconhecimento da Linguística como uma disciplina autônoma. Sob influência desta corrente filosófica, estudiosos começaram a sistematizar suas doutrinas.
        No Brasil, em 1970, o Estruturalismo foi umas das orientações mais importantes na área de linguística, apesar das resistências. No Rio de Janeiro, M. Câmara redigiu o primeiro livro sobre linguística da América do Sul. Em São Paulo, esteve presente em cursos de graduação e pós graduação na USP.
        Para a afirmação da linguística estruturalista europeia, a publicação do livro “Cours de Linguistique Générale”, publicado em 1916, tendo como autor Ferdinand de Saussure, foi muito importante. Ele não foi escrito por Saussure, mas por alunos que assistiram alguns de seus cursos e que juntaram anotações próprias com manuscritos do autor e assim, redigiram este livro que implicou no nascimento da linguística. Devido à isso, surgiram dúvidas sobre o “verdadeiro pensamento” do mestre e em busca desta veracidade, houve várias releituras da obra. E graças a esta busca, foi possível novos pensamentos, novos conceitos e novas visões diversificadas sob o mesmo objeto, pois cada nova ciência propõe uma nova visão de mundo. Mais importante do que discutir a veracidade do autor sobre a obra é aproveitar os conhecimentos expostos além de observar as diferentes percepções sob um mesmo objeto que só foi possível com este livro.
        A noção central elegida por Saussure para a compreensão da linguística é a noção de valor, que só pode ser compreendida por distinções teóricas, como a língua e fala (langue e parole), a mais fundamental oposição saussuriana. Analisando um jogo de xadrez, e se apropriando de metáforas, Saussure concluiu que o objeto específico da linguística, comparando ao jogo, seria as suas regras (isto é, o sistema linguístico), e não os objetos do jogo (ou seja, os elementos linguísticos). Não se compreendia o uso individual da língua como um objeto de estudo. No entanto, nem todos os estruturalistas concordaram completamente com a teoria apresentada no livro. Houve divergências, por exemplo, como no caso da arbitrariedade.
        Através da oposição de sincronia e diacronia saussuriana, gerações posteriores descreveram línguas tanto de modo sincrónico como diacrónico, além de estimular o interesse pelas línguas ágrafas ou não-variantes. Em consequência, também proporcionou estudos sobre influências gramaticais greco-latinas, fazendo com que as linguísticas estruturais fossem tipicamente sincrônicas.
        Houve ainda outras influências, como a criação da escola de Praga, que harmonizou a teoria de Saussure com outra linha de pensamento linguístico, a de Karl Bühler, o que possibilitou entender o que acontece após o processo de interpretação, não explorado por Saussure. A Glossemática (L. Hjelmslev e Viggo Brondal), foi a que mais se apropriou da tese saussuriana de que as línguas se constituem como sistemas de oposições e conseguiu dar um enfoque estruturalista ao estudo da significação.
        No Funcionalismo, formulou e reafirmou-se a “dupla articulação” da linguagem – a primeira, seria a palavra, a segunda, os fonemas. O funcionalista R. Jakobson, mostrou que assimilação progressiva dos traços permite reconstituir as etapas que a criança percorre na aquisição da linguagem.
        Também houve influências, permitindo a criação de um estudo linguístico estruturalista americano, que muito se utilizou do estruturalismo europeu, mas foi muito rebatida pela linguística de Chomsky, que proporcionou uma revolução científica. Apesar das críticas que o Estruturalismo de Saussure recebe por ter ignorado elementos essenciais para análise linguística (como a fala), ou da veracidade do que o livro propõe em relação ao autor, não se pode ignorar sua grande contribuição científica e tudo o que este pensamento proporcionou, até mesmo as críticas serviram como enriquecimento intelectual da humanidade, ou seja, na própria ciência.

        Obrigada, galera!
        Abraços e até mais! ;)