sábado, 29 de novembro de 2014

O "Empreendimento Gerativo" de José Borges Neto (Questões)

        Olá, pessoal, espero que estejam todos bem!
        O professor formulou algumas questões sobre o texto "Empreendimento Gerativo" de José Borges Neto. Como o gerativismo será a próxima corrente filosófica a ser analisada, achei pertinente e relevante que estas questões sejam compartilhada antes da postagem. Já que estamos falando em epistemologia, o que faz do gerativismo ser considerada uma corrente filosófica da linguística? Quais foram os processos? Enfim, deixo essas questões aqui.
Abraços ;)

1.Por qual razão pode-se considerar o gerativismo enquanto um programa de investigação científica? R:         O gerativismo pode ser considerado um programa de investigação científica, porque trata-se de um programa extremamente coerente, tendo início em meados do século XX, tornando –se já nos primeiros anos de existência um modo de entender da linguagem humana, que é vista através ciência biológica e não social, como assim os faziam. Desta forma, apesar de toda fundamentação teórica que a consiste, além de ser uma teoria aprovada (o que é uma das razões para ser possível considera-la ciência), o gerativismo, também pode ser contestado.

2.Qual é o núcleo teórico e a heurística do programa de investigação científica de Noam Chomsky no tocante ao gerativismo?
R:        O núcleo teórico da criação do programa cientifico de N. Chomsky segue a metodologia do filósofo húngaro Irme Lakatos, metodologia na qual abrange a ciência da história de um modo geral. No caso do gerativismo, segue suas noções de proliferação e de tenacidade. O núcleo de um Programa de investigação cientifica (PIC), é um conjunto de proposições, que por uma decisão metodológica, são dadas em um primeiro momento como não-testáveis, pois até aí, relevam um ponto de vista que irá direcionar qual será a abordagem do objeto é qual a definição deste objeto de estudos segundo esta perspectiva.
        A heurística de um PIC é um conjunto de regras metodológicas que ditará as direções que devem ser seguidas para que se dê explicações’ científicas, fazendo com que este novo ponto de vista, esta nova teoria, se torne de fato, uma teoria científica. A heurística, portanto, é considerada uma política de desenvolvimentos de programas científicos, uma seleção e ordenação de problemas e de um plano que conduz a sofisticação progressiva dos modelos explicativos destas teorias. Esses planos, por sua vez, possuem em sua constituição, modelos simuladores da realidade, sendo profundos, complexos e muito abrangentes, até porque, a ciência por si própria é complexa. Recorrendo ao núcleo teórico e a heurística para analisar a teoria de N. Chomsky, isto é, do gerativismo, observa-se que os comportamentos linguísticos enunciados (os efetivos) são pelo menos em partes, determinados por estados da mente/cérebro. E a natureza dos estados destes, possuem suas responsabilidades no comportamento linguístico, que podem ser captadas por sistemas computacionais que formarão e modificarão as representações feitas através do uso da linguagem formal.

3. Quais foram às mudanças em termos de heurística criativa pelas quais passou o empreendimento gerativismo?
R:         As mudanças em termos de heurística criativa pelas quais passou o empreendimento gerativo, primeiramente, passou pela proposta da gramática gerativista através das obras Logical Scructure Of Linguistic Theory e a Syntactic structures”. Posteriormente, a gramática gerativista nos anos de 1960, implementou-se com a teoria padrão, contendo as regras dos princípios (princípios e parâmetros) além do programa minimalista.

4. Fale de maneira breve, fale sobre cada uma das fases pelas quais o programa de investigação cientifica gerativista passou ao longo de sua história.
R:         As fases em que o programa gerativista passou ao longo de sua história, iniciou-se, primeiramente, em 1957 com a publicação dp livro “Syntactic structures – SS Chomsky” em 1957 e em 1955, quando Chomsky terminou de redigir “The Logical Scructure Of Linguistic Theory”, relevando os fundamentos de sua teoria, isto é, de uma nova linguística por ele formulada. A teoria do primeiro período da gramática gerativa (GG) era conhecida como teoria de “Syntactic structures”. Nela, N. Chomsky propunha a existência de algo anterior e interno da língua propriamente dita, e que os estruturalistas não propunham, ou seja, a capacidade que um falante de uma certa língua possui de produzir enunciados da forma como a língua propõe.
        A segunda fase da GG acontece em 1960 com a chamada “teoria padrão”, contida na obra publicada produzida por Chomsky em 1965, a “Aspects of The Theory of Syntax”. Nela, são alteradas significativamente o modelo descritivo além de estar melhor explicitado uma série de postulados que anteriormente (na teoria anterior), eram mostrados forma obscura. Nesse período, também, surge como questão, o inatismo, tornando-o a hipótese de trabalho desta correndo filosófica com a consequente psicologização forte da gramática. A gramática, de acordo com, está organizada em três componentes maiores, um componente sintático (que é gerativo), sendo o único que constrói representações, e os dois restantes, por sua vez, são interpretativos.
         A terceira e última fase da gramática gerativista, é a fase que as regras dá lugar aos princípios, abrangendo os princípios e os parâmetros. Nessa fase, pelos seguidores da teoria de Chomsky, houve a tentativa da restrição do poder descritivo da gramática para aumentar assim, o poder explicativo desta gramática gerativa. Nesse período, há uma certa tensão entre adequação descritiva e explicativa, a teoria, então, seria explicativamente adequada ao se reproduzir o comportamento de uma criança que adquire a linguagem. E para adquirir a adequação descritiva e construir gramáticas para todas as línguas naturais, os mecanismos teóricos disponíveis precisam ser suficientemente ricos além de diversos, para que pudessem sustentar teoricamente todas as riquezas e diversidades que línguas naturais possuem.

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