Olá, pessoal. E aí, vamos finalmente falar de Linguística?! Rs.
Grosso modo (beeeeem grosso modo), Linguística é a ciência da linguagem (no geral). Essa ciência se preocupa principalmente em investigar quais são os desdobramentos e nuances envolvidos na linguagem humana, que são muitas. Por exemplo, o caso da gramática normativa. É evidente que ela não descreve a língua como ela realmente é, mas sim, como deve ser materializada pelos falantes, constituída por via de regras. É notável no Brasil, por exemplo, a diferença da língua fluída (aquela que realmente falamos), e dessa língua segunda a gramática normativa (língua imaginária). O assunto é tão complexo que há várias teorias filosóficas que se preocupam com isso. E falando em teorias linguísticas, chegamos até a Epistemologia da Linguística... Afinal, o que é isso??
Epistemologia é um ramo da filosofia que se preocupa em entender o que faz de uma ciência ser denominada como tal, ou seja, as razões para se afirmar que um discurso é uma ciência. No caso da Linguística, a epistemologia da Linguística busca compreender o que torna uma ciência linguística desde antigamente até nos dias atuais.
Há quatro correntes que sustentam essa ciência desde o início do século XX:
- ESTRUTURALISMO (1916) - Ferdinand de Saussure (considerado o pai da Linguística)
- GERATIVISMO (1953) - Noam Chomsky
- FUNCIONALISMO (1950) - André Martinet; Roman Jakobson
- MATERIALISMO (1920) - Mikhail Bakhtin; Michel Pêcheux; Michel Foucault
Todas essas correntes possuem em comum o mesmo objeto observacional: A linguagem. Porém, as observam de modo peculiar o que resulta em objetos teóricos distintos. A linguística enquanto ciência é uma tentativa de uma representação de uma realidade, no caso, a língua. (Toda ciência é uma tentativa de criar um modelo que tenta representar uma certa realidade, não reproduzir).
Por hoje é só. Na próxima postagem irei falar sobre o início dos estudos linguísticos e das correntes filosóficas citadas acima.
Até mais!
Nenhum comentário:
Postar um comentário