sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Resenha do Texto: “O Estruturalismo Linguístico: alguns caminhos” de Rodolfo Ilari

        Olá!

        A um tempo atrás, meu professor, Roberto Baronas, pediu para que nós fizéssemos uma resenha sobre o texto “O Estruturalismo Linguístico: alguns caminhos”, de Rodolfo Ilari. Como nele expresso minha opinião, achei pertinente compartilhá-los com vocês. Espero que gostem! Ele está sem sintetizado, pois o número de linhas foi limitado pelo professor! Mas de qualquer forma, aqui vai a resenha:

Resenha do Texto: “O Estruturalismo Linguístico: alguns caminhos” de Rodolfo Ilari

        O início do Estruturalismo, coincidiu com o reconhecimento da Linguística como uma disciplina autônoma. Sob influência desta corrente filosófica, estudiosos começaram a sistematizar suas doutrinas.
        No Brasil, em 1970, o Estruturalismo foi umas das orientações mais importantes na área de linguística, apesar das resistências. No Rio de Janeiro, M. Câmara redigiu o primeiro livro sobre linguística da América do Sul. Em São Paulo, esteve presente em cursos de graduação e pós graduação na USP.
        Para a afirmação da linguística estruturalista europeia, a publicação do livro “Cours de Linguistique Générale”, publicado em 1916, tendo como autor Ferdinand de Saussure, foi muito importante. Ele não foi escrito por Saussure, mas por alunos que assistiram alguns de seus cursos e que juntaram anotações próprias com manuscritos do autor e assim, redigiram este livro que implicou no nascimento da linguística. Devido à isso, surgiram dúvidas sobre o “verdadeiro pensamento” do mestre e em busca desta veracidade, houve várias releituras da obra. E graças a esta busca, foi possível novos pensamentos, novos conceitos e novas visões diversificadas sob o mesmo objeto, pois cada nova ciência propõe uma nova visão de mundo. Mais importante do que discutir a veracidade do autor sobre a obra é aproveitar os conhecimentos expostos além de observar as diferentes percepções sob um mesmo objeto que só foi possível com este livro.
        A noção central elegida por Saussure para a compreensão da linguística é a noção de valor, que só pode ser compreendida por distinções teóricas, como a língua e fala (langue e parole), a mais fundamental oposição saussuriana. Analisando um jogo de xadrez, e se apropriando de metáforas, Saussure concluiu que o objeto específico da linguística, comparando ao jogo, seria as suas regras (isto é, o sistema linguístico), e não os objetos do jogo (ou seja, os elementos linguísticos). Não se compreendia o uso individual da língua como um objeto de estudo. No entanto, nem todos os estruturalistas concordaram completamente com a teoria apresentada no livro. Houve divergências, por exemplo, como no caso da arbitrariedade.
        Através da oposição de sincronia e diacronia saussuriana, gerações posteriores descreveram línguas tanto de modo sincrónico como diacrónico, além de estimular o interesse pelas línguas ágrafas ou não-variantes. Em consequência, também proporcionou estudos sobre influências gramaticais greco-latinas, fazendo com que as linguísticas estruturais fossem tipicamente sincrônicas.
        Houve ainda outras influências, como a criação da escola de Praga, que harmonizou a teoria de Saussure com outra linha de pensamento linguístico, a de Karl Bühler, o que possibilitou entender o que acontece após o processo de interpretação, não explorado por Saussure. A Glossemática (L. Hjelmslev e Viggo Brondal), foi a que mais se apropriou da tese saussuriana de que as línguas se constituem como sistemas de oposições e conseguiu dar um enfoque estruturalista ao estudo da significação.
        No Funcionalismo, formulou e reafirmou-se a “dupla articulação” da linguagem – a primeira, seria a palavra, a segunda, os fonemas. O funcionalista R. Jakobson, mostrou que assimilação progressiva dos traços permite reconstituir as etapas que a criança percorre na aquisição da linguagem.
        Também houve influências, permitindo a criação de um estudo linguístico estruturalista americano, que muito se utilizou do estruturalismo europeu, mas foi muito rebatida pela linguística de Chomsky, que proporcionou uma revolução científica. Apesar das críticas que o Estruturalismo de Saussure recebe por ter ignorado elementos essenciais para análise linguística (como a fala), ou da veracidade do que o livro propõe em relação ao autor, não se pode ignorar sua grande contribuição científica e tudo o que este pensamento proporcionou, até mesmo as críticas serviram como enriquecimento intelectual da humanidade, ou seja, na própria ciência.

        Obrigada, galera!
        Abraços e até mais! ;)

Um comentário:

  1. Olá! =)
    Gostei muito de seu Blog e do conteúdo veiculado! Parabéns!!
    Se puder, nos faça uma visitinha: https://linguisticadescomplicadaa.blogspot.com.br

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