No início da d´cada de 70, na região sul do país, sob influência da Tagmêmica e do pensamento bloomfieldiano, professores Eurico Back e Geraldo Mattos propuseram formação de uma "nova" teoria gramatical. Por volta 1973, era o momento em que o gerativismo basicamente sustentavam os estudos linguísticos brasileiros, e nesse mesmo momento, esses dois professores propuseram esse estudo da gramática brasileira.
 Adotando uma retórica de ruptura, contra abordagens da língua baseadas na Gramática Tradicional, na Gramática Gerativo- Transformacional, diretrizes estão presentes, ainda que bastante diversas, na descrição ou no ensino ensino gramatical, o CONSTRUTURALISMO começou em torno da comunidade acadêmica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, aonde Back e Mattos eram doutores e livres-docentes de linguística (Back) e de língua portuguesa (Mattos).
 Nos estudos linguísticos brasileiros, esse tipo de estudo não é um dos predominantes até momento. Back e Mattos adota o método dedutivo para seus estudos, observando a constante relação que as unidades linguísticas tem uma com as outras, o programa se propunha a altera o que se conhecia como níveis de análise linguística, proclamando por meio de sua retórica a inserção da fonética, da estilística e da semântica. Este é tipo de abordagem é um deslocamento muito grande com o estruturalismo, por exemplo, pois com a consideração de uma série de elementos pragmáticos da língua, estabelece, segundo seus autores, uma "nova concepção de Fonologia, Morfologia e Sintáxe: divisão diferente da Gramática" (Back e Mattos, 1973, p. 114).
 Os estruturalistas não preocupavam com o uso da língua, usando como obejeto de estudo apenas a "parrole". Por isso, embora usando o estruturalismo como base, há um deslocamento com estruturalismo ao considerar também a "parrole" nesse tipo de estudo e por consequência, geram novos sentidos para os níveis linguísticos. Também diferente do Estruturalismo, esses professores consideram que a língua se constrói na relação a partir de elementos que se dá à priori, isto é, a fonologia e a morfologia. A partir desses níveis, o que se tem são construções através de relação, não algo dado/estabelecido.
"A Linguística é a parte do conhecimento mais fortemente debatida no mundo acadêmico. Ela está encharcada com o sangue de poetas, teólogos, filósofos, filólogos, psicólogos, biólogos e neurologistas além de, não importa o quão pouco, qualquer sangue possível de ser extraído de gramáticos."(Russ Rymer)
sexta-feira, 8 de maio de 2015
domingo, 15 de março de 2015
Notícia: Nosso professor, Wilton Marques (UFSCar), descobre poema de juventude de Machado de Assis.
Olá pessoal!
Gostaria de compartilhar com vocês que, meu professor de Teoria do Texto Poético, da UFSCar, descobriu um novo poema do Machado de Assis. Deixo aqui o link para que vocês possam ver!
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/03/1602428-poema-desconhecido-que-machado-de-assis-escreveu-aos-17-anos-e-descoberto.shtml
Muito interessante, né?! É isso galera! Até mais!
Abraços!
Gostaria de compartilhar com vocês que, meu professor de Teoria do Texto Poético, da UFSCar, descobriu um novo poema do Machado de Assis. Deixo aqui o link para que vocês possam ver!
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/03/1602428-poema-desconhecido-que-machado-de-assis-escreveu-aos-17-anos-e-descoberto.shtml
Muito interessante, né?! É isso galera! Até mais!
Abraços!
A Linguística no Brasil
Com a publicação do “Curso Geral de Linguística”, vários teóricos apropriaram-se desta teoria apresentada e criaram diversas teorias. No Brasil não foi diferente.
A linguística no Brasil de sá por meio de investigação científica, formada por diversos percusos:
- PIC (Programa de Investigação Científica) – Histórico- filológico (1920 -1950)
- PIC – Dialetológico (1950 – 1970)
- PIC – Instrumentalização Linguística (1970- Até os dias Atuais)
O primeiro PIC científico, tratou de manuscritos procurando compreender o contexto histórico desses manuscritos, se foi realmente o autor quem escreveu e como haviam várias versões de um mesmo manuscrito, verificavam quais deles eram de fato verídicos. Os históricos-filológicos buscavam encontrar certas regularidades nesses textos, como por exemplo: tipo de letra (através dela, era possível saber a época em que foi escrito), o autor, os costumes da época, a cultura e etc.
Iniciaram-se estudos no Brasil através da filologia pela influência francesa. A maioria dos estudiosos se formaram na França, portanto, seguiam as tradições francesas. Sendo assim, os nossos estudos filológicos nesta época, foi herdada de tradições francesas. Em meados de 1950, inicia-se um PIC mais forte, o PIC Dialetológico, que também é herdado da tradição francesa. Enquanto o primeiro PIC é cronológico, este, é sincrônico. Nesta fase, não trabalha-se com manuscritos, mas sim com falas obtidas por meio de entrevistas. Constroem assim, um atlas linguístico brasileiro. Nelson Rossi foi o primeiro a produzir um atlas linguísticos do Brasil. E assim, começa uma construção de uma identidade brasileira, junto com outros movimentos importantes.
Neste momento, começam a usar recursos metodológicos linguístico. O primeiro PIC (histórico-filológico), eram estudados através de história e literatura. Não se faziam grandes estudos linguísticos como agora, no PIC dialetológico. Geralmente faziam estudos com pessoas não escolarizadas, porque de acordo com a sociolinguística, quanto maior o nível de cultura, mais a sua fala será afetada. Sendo assim, quanto menos culto ou letrado é uma pessoa, sua forma de falar é menos afetada e mais “pura” de acordo com determinada região. Os estudiosos diaetológicos geralmente faziam estudos em áreas rurais pois acreditavam que o pouco contato preservava mais suas formas de falar.
Nas próximas postagens, continuaremos com o assunto.
Abraços! ;)
A linguística no Brasil de sá por meio de investigação científica, formada por diversos percusos:
- PIC (Programa de Investigação Científica) – Histórico- filológico (1920 -1950)
- PIC – Dialetológico (1950 – 1970)
- PIC – Instrumentalização Linguística (1970- Até os dias Atuais)
O primeiro PIC científico, tratou de manuscritos procurando compreender o contexto histórico desses manuscritos, se foi realmente o autor quem escreveu e como haviam várias versões de um mesmo manuscrito, verificavam quais deles eram de fato verídicos. Os históricos-filológicos buscavam encontrar certas regularidades nesses textos, como por exemplo: tipo de letra (através dela, era possível saber a época em que foi escrito), o autor, os costumes da época, a cultura e etc.
Iniciaram-se estudos no Brasil através da filologia pela influência francesa. A maioria dos estudiosos se formaram na França, portanto, seguiam as tradições francesas. Sendo assim, os nossos estudos filológicos nesta época, foi herdada de tradições francesas. Em meados de 1950, inicia-se um PIC mais forte, o PIC Dialetológico, que também é herdado da tradição francesa. Enquanto o primeiro PIC é cronológico, este, é sincrônico. Nesta fase, não trabalha-se com manuscritos, mas sim com falas obtidas por meio de entrevistas. Constroem assim, um atlas linguístico brasileiro. Nelson Rossi foi o primeiro a produzir um atlas linguísticos do Brasil. E assim, começa uma construção de uma identidade brasileira, junto com outros movimentos importantes.
Neste momento, começam a usar recursos metodológicos linguístico. O primeiro PIC (histórico-filológico), eram estudados através de história e literatura. Não se faziam grandes estudos linguísticos como agora, no PIC dialetológico. Geralmente faziam estudos com pessoas não escolarizadas, porque de acordo com a sociolinguística, quanto maior o nível de cultura, mais a sua fala será afetada. Sendo assim, quanto menos culto ou letrado é uma pessoa, sua forma de falar é menos afetada e mais “pura” de acordo com determinada região. Os estudiosos diaetológicos geralmente faziam estudos em áreas rurais pois acreditavam que o pouco contato preservava mais suas formas de falar.
Nas próximas postagens, continuaremos com o assunto.
Abraços! ;)
sexta-feira, 13 de março de 2015
Novidade!!
Olá pessoal!
Gostaria de dizer que optei por fazer outro curso. Estou agora, cursando a faculdade de Letras também pela UFSCar. No entanto, como me apaixonei pela linguística, estou fazendo uma matéria chamada Linguística no Brasil, também com o professor R. Baronas, que nos motivou a criar este blog. Ele nos pediu para que o Blog continue em andamento. Sendo assim, irei prosseguir com o mesmo "esquema". Logo menos, estarei aqui postando várias coisas!
Abraços e até mais ;)
Gostaria de dizer que optei por fazer outro curso. Estou agora, cursando a faculdade de Letras também pela UFSCar. No entanto, como me apaixonei pela linguística, estou fazendo uma matéria chamada Linguística no Brasil, também com o professor R. Baronas, que nos motivou a criar este blog. Ele nos pediu para que o Blog continue em andamento. Sendo assim, irei prosseguir com o mesmo "esquema". Logo menos, estarei aqui postando várias coisas!
Abraços e até mais ;)
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