sexta-feira, 8 de maio de 2015

O Projeto de Uma Gramática Construtural

                No início da d´cada de 70, na região sul do país, sob influência da Tagmêmica e do pensamento bloomfieldiano, professores Eurico Back e Geraldo Mattos propuseram formação de uma "nova" teoria gramatical. Por volta 1973, era o momento em que o gerativismo basicamente sustentavam os estudos linguísticos brasileiros, e nesse mesmo momento, esses dois professores propuseram esse estudo da gramática brasileira.
                Adotando uma retórica de ruptura, contra abordagens da língua baseadas na Gramática Tradicional, na Gramática Gerativo- Transformacional, diretrizes estão presentes, ainda que bastante diversas, na descrição ou no ensino ensino gramatical, o CONSTRUTURALISMO começou em torno da comunidade acadêmica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, aonde Back e Mattos eram doutores e livres-docentes de linguística (Back) e de língua portuguesa (Mattos).
                Nos estudos linguísticos brasileiros, esse tipo de estudo não é um dos predominantes até momento. Back e Mattos adota o método dedutivo para seus estudos, observando a constante relação que as unidades linguísticas tem uma com as outras, o programa se propunha a altera o que se conhecia como níveis de análise linguística, proclamando por meio de sua retórica a inserção da fonética, da estilística e da semântica. Este é tipo de abordagem é um deslocamento muito grande com o estruturalismo, por exemplo, pois com a consideração de uma série de elementos pragmáticos da língua, estabelece, segundo seus autores, uma "nova concepção de Fonologia, Morfologia e Sintáxe: divisão diferente da Gramática" (Back e Mattos, 1973, p. 114).
                Os estruturalistas não preocupavam com o uso da língua, usando como obejeto de estudo apenas a "parrole". Por isso, embora usando o estruturalismo como base, há um deslocamento com estruturalismo ao considerar também a "parrole" nesse tipo de estudo e por consequência, geram novos sentidos para os níveis linguísticos. Também diferente do Estruturalismo, esses professores consideram que a língua se constrói na relação a partir de elementos que se dá à priori, isto é, a fonologia e a morfologia. A partir desses níveis, o que se tem são construções através de relação, não algo dado/estabelecido.

domingo, 15 de março de 2015

Notícia: Nosso professor, Wilton Marques (UFSCar), descobre poema de juventude de Machado de Assis.

Olá pessoal!
Gostaria de compartilhar com vocês que, meu professor de Teoria do Texto Poético, da UFSCar, descobriu um novo poema do Machado de Assis. Deixo aqui o link para que vocês possam ver!

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/03/1602428-poema-desconhecido-que-machado-de-assis-escreveu-aos-17-anos-e-descoberto.shtml

Muito interessante, né?! É isso galera! Até mais!
Abraços!

A Linguística no Brasil

Com a publicação do “Curso Geral de Linguística”, vários teóricos apropriaram-se desta teoria apresentada e criaram diversas teorias. No Brasil não foi diferente.

A linguística no Brasil de sá por meio de investigação científica, formada por diversos percusos:
- PIC (Programa de Investigação Científica) – Histórico- filológico (1920 -1950)

- PIC – Dialetológico (1950 – 1970)

- PIC – Instrumentalização Linguística (1970- Até os dias Atuais)

O primeiro PIC científico, tratou de manuscritos procurando compreender o contexto histórico desses manuscritos, se foi realmente o autor quem escreveu e como haviam várias versões de um mesmo manuscrito, verificavam quais deles eram de fato verídicos. Os históricos-filológicos buscavam encontrar certas regularidades nesses textos, como por exemplo: tipo de letra (através dela, era possível saber a época em que foi escrito), o autor, os costumes da época, a cultura e etc.
Iniciaram-se estudos no Brasil através da filologia pela influência francesa. A maioria dos estudiosos se formaram na França, portanto, seguiam as tradições francesas. Sendo assim, os nossos estudos filológicos nesta época, foi herdada de tradições francesas. Em meados de 1950, inicia-se um PIC mais forte, o PIC Dialetológico, que também é herdado da tradição francesa. Enquanto o primeiro PIC é cronológico, este, é sincrônico. Nesta fase, não trabalha-se com manuscritos, mas sim com falas obtidas por meio de entrevistas. Constroem assim, um atlas linguístico brasileiro. Nelson Rossi foi o primeiro a produzir um atlas linguísticos do Brasil. E assim, começa uma construção de uma identidade brasileira, junto com outros movimentos importantes.





Neste momento, começam a usar recursos metodológicos linguístico. O primeiro PIC (histórico-filológico), eram estudados através de história e literatura. Não se faziam grandes estudos linguísticos como agora, no PIC dialetológico. Geralmente faziam estudos com pessoas não escolarizadas, porque de acordo com a sociolinguística, quanto maior o nível de cultura, mais a sua fala será afetada. Sendo assim, quanto menos culto ou letrado é uma pessoa, sua forma de falar é menos afetada e mais “pura” de acordo com determinada região. Os estudiosos diaetológicos geralmente faziam estudos em áreas rurais pois acreditavam que o pouco contato preservava mais suas formas de falar.

Nas próximas postagens, continuaremos com o assunto.

Abraços! ;)

sexta-feira, 13 de março de 2015

Novidade!!

Olá pessoal!

Gostaria de dizer que optei por fazer outro curso. Estou agora, cursando a faculdade de Letras também pela UFSCar. No entanto, como me apaixonei pela linguística, estou fazendo uma matéria chamada Linguística no Brasil, também com o professor R. Baronas, que nos motivou a criar este blog. Ele nos pediu para que o Blog continue em andamento. Sendo assim, irei prosseguir com o mesmo "esquema". Logo menos, estarei aqui postando várias coisas!

Abraços e até mais ;)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Vamos falar de Funcionalismo?!

                Olá pessoal, espero que estejam todos bem. O professor Baronas começou a explicar sobre a corrente filosófica denominada Funcionalismo. Gostarai de compartilhar com vocês o que absorvi e a medida que for ampliando meu conhecimento, compartilho com vocês. Um beijo e Até mais:


                O Funcionalismo é uma das correntes filosóficas da linguística.
                É um modo de se pensar a língua de uma maneira formalista. A preocupação em se analisar por este viés, são as questões mais relacionadas com o significante do que com o significado.
                A abordagem funcionalista se ocupa com a função destes elementos linguísticos. Parte da ideia de que a língua exerce várias funções. Para os formalistas, o que interessa é analisar os elementos, construção da língua, não o seu funcionamento.
                Esta corrente pensa a linguagem como um sistema que pode ser representado formalmente, pensar a linguagem humana como um sistema que pode ser representado através de elementos estruturais. O formalismo, além de questões relacionadas a sintaxe, se atenta também em uma descrição no âmbito na semântica e da pragmática.
                É na interação, na comunicação que a linguagem se constitui como tal. É nesta perspectiva também, na interação, que os funcionalistas analisam a linguagem. Estas interações transformam modificações na linguagem.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Expressões/Palavras em outras línguas que não existe tradução no português!

Sim, apesar de parecer um pouco estranho para os leigos, isso é possível! Há expressões em outras línguas que não existe uma tradução no português. Ao invés disso, usa-se explicações. Veja alguns exemplos:

-Expressão: Koi No Yokan. Língua: Japonês.
Significado: A sensação ao encontrar alguém de que me apaixonar por ele ou ela é inevitável


- Palavra: Waldeinsamkeit. Língua: Alemão.
Significado: O sentimento experimentado quando se está sozinho em uma floresta


Palavra: Culaccino. Língua: Italiano. Significado: A mancha deixada na mesa por um copo de água gelada


Palavra: Komorebi Língua: Japonês. Significado: A interação entre a luz e as folhas quando a luz solar brilha através das árvores


Palavra: Jayus Língua Indonésia. Significado: É uma piada tão mal contada e sem graça que você não pode deixar de rir.


Palavra: Pana Po'o Língua: Havaiano. Significado: O ato de coçar a cabeça a fim de ajudá-lo a se lembrar de algo que você tenha esquecido


Palavra: Dépaysement Língua: Francês. Significado: O sentimento que surge quando não se está em seu país de origem - de ser um estrangeiro, ou um imigrante, de estar um pouco deslocado de sua origem


Palavra: Goya Língua: Urdu (língua nacional do Paquistão) Significado: Esta palavra Urdu representa a suspensão da descrença que ocorre durante o momento em que alguém conta uma boa história


Palavra: Mångata Língua: Sueco. Significado: Representa o reflexo da lua que forma uma espécie de caminho na água


Palavra: Hygge Língua: Dinamarquês. Significado: O ato de relaxar com os entes queridos e bons amigos, geralmente, enquanto desfruta de comida e bebida. A palavra está associada a aconchego.

As Três Evidências de Chomsky Para Comprovar a Inerência da Língua.

Olá pessoal, espero que estejam todos bem. Vou compartilhar com vocês, de maneira breve, as três evidências que se acordo com Chomsky, comprovam que a língua é inerente ao ser humano, isto é, biológico. Uma maneira inovadora e única de se pensar a lingua: biologicamente.
A linguagem é algo inerente aos humanos e é o que nos diferencia dos demais seres. Para defender este pressuposto, Chomsky se baseia em três evidências.
1º : Todos os seres humanos falam uma língua natural, independente de ser agrafa ou não.
2º : Todas as línguas possuem o mesmo grau de complexidade, estruturação. Uma língua não é mais difícil que a outra, pelo contrário, não igualmente difíceis, tanto a materna como a segunda língua.
3º : A linguagem tem estatuto biológico. As afazias contribuem muito para se dizer que há uma parte do cérebro (lado esquerdo) responsável pela expressão da linguagem, bem como da compreensão.
Abraços, pessoal. Até mais!