Olá pessoal, espero que estejam bem! Vamos falar de Estruturalismo brasileiro?
O estruturalismo adentrou-se no Brasil através de Mattoso Câmara com a publicação do livro “Princípios da Linguística Geral”, que teve a primeira publicação 25 anos depois do CLG.
O problema mata M. Câmara era descrever o português brasileiro, com as variações dentro do Estado, que era diferente do português de Portugal. Seu foco era a preocupação em entender e descrever este português brasileiro que se resultou neste após estar contato com outras línguas. Sobretudo indígena.
Esta proposta sugerida por Mattoso, fazia parte do projeto pedagógico da construção da própria identidade brasileira. Até 1941, havia projetos sobre descrição de dialetos, no entanto, apenas Matosso deu cientificidade para o projeto. O estruturalismo bebe da fonte do Estruturalismo norte-americano (Matosso foi aluno de Boomfield e de E. Sapir). Em Boomfield, procura subsídios em relação à substância e ao indivíduo e no cultural, através de Sapir. No caso do Brasil, a sistematização também se dá de forma cultural o que é bem diferente dos outros dois tipos de estruturalismo.
Do ponto de vista teórico, esta perspectiva parecia absurda. Sapir acredita que a cultura é expressada através da língua (como a cultura machista, por exemplo, que é refletida na língua). Porém, Mattoso conciliou conceitos (internos e externos) que pareceriam impertinentes ao Estruturalismo. No entanto, o objeto de estudo, isto é, o português brasileiro chamava por uma análise deste tipo.
Relativamente se pode dizer, portanto, que no Brasil houve um novo tipo de Estruturalismo.
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