terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Vamos falar de Gerativismo?

(Noam Chomsky)


                 O principal debate suscitado na ciência da linguística foi protagonizado pelo linguista Noam Chomsky nos anos 50 do século passado. Em seu livro “Syntatic Structures” Chomsky, apoiado no racionalismo clássico (cartesiano) e na tradição lógica de seu programa de pesquisa critica veemente os seguidores de Boomfield por seu modo estruturalista de analisar a linguagem. Para alguns filósofos da linguística, Chomsky teria promovido com seu programa de pesquisa uma verdadeira revolução científica, instaurando um novo paradigma científico.
                Chomsky foi o pai do gerativismo. Essa corrente começou com a publicação de seu livro e como já mencionado, seu “inimigo” rival era Bloomfield. O programa de pesquisa de Chomsky rebaterá a postura analítica dos estruturalistas. Esta nova perspectiva de linguística afirma que o homem já nasce com a linguagem. Faz parte da natureza humana. Uma língua não se restringe à um corpus pois quando esta se restringe num conjunto finito, a lingua torna possível um conjunto infinito. Uma língua não se restringe a um conjunto finito de frases, mas se constitui num saber a propósito dessas frases. Ou seja, os falantes possuem um saber inato sobre sua própria língua que os habilita a distinguir uma frase gramatical de uma agramatical. O domínio desse saber vem desde a maternidade.
                Enquanto para os Estruturalistas as pessoas aprendem a língua por repetição, para os gerativistas não, pois os dados que se fornece para a criança é muito pouco e ainda assim, ela consegue fazer outras construções linguísticas, o que evidencia que não se trata de um aprendizado por repetição.
                Chomsky argumenta que a gramática de uma língua se constitui de um conjunto de regras (regras enquanto REGULARIDADE, que não é normativa). Exemplo: é regular que na língua portuguesa o artigo venha antes do nome. Estas regularidades, cuja aplicação é mecânica produz frases admissíveis dessa língua. Surge assim, a gramática gerativa, porque possibilita a partir de um conjunto limitado de regras gerar um número infinito de frases.
                A língua para Chomsky não se define somente pelas frases existentes, mas também por aquelas possíveis de serem criadas a partir de regras. Essas regras são interiorizadas pelos falantes que os torna aptos a produzir frases.


                 Por hoje é isso, pessoal. Na próxima postagem continuaremos com o Gerativismo.
                Abraços, até mais! ;)

Nenhum comentário:

Postar um comentário